O mundo das redes sociais tem sido palco de muitas estratégias, e a visibilidade das celebridades na internet nem sempre é fruto de popularidade espontânea. Em muitos casos, os famosos recorrem a métodos que garantem engajamento e destaque, como a prática conhecida como “banca digital”. Essa estratégia consiste em impulsionar a imagem pública dos artistas por meio de postagens pagas. O que antes parecia ser apenas o reflexo do sucesso nas redes sociais agora se revela como uma estratégia cuidadosamente planejada, com valores altos e alcance significativo.
De acordo com fontes do portal Metrópoles, a “banca digital” envolve a compra de engajamento através de postagens pagas que promovem celebridades nas redes sociais. O objetivo dessas campanhas é garantir visibilidade e interação constante, ajudando os artistas a manterem sua relevância e imagem positiva. Famosos como Alok, Deborah Secco, Paolla Oliveira, Giovanna Lancellotti e Fernanda Torres foram mencionados em materiais publicitários sobre esse tipo de serviço. No entanto, até o momento, não há confirmação de que esses artistas tenham efetivamente participado dessas campanhas pagas.
O que exatamente significa participar de uma “banca digital”? Esse esquema funciona por meio de perfis estratégicos nas redes sociais, que criam conteúdos pagos relacionados a celebridades, a fim de aumentar seu engajamento. Alguns dos perfis que participam desse tipo de prática incluem nomes conhecidos como UpdateCharts, Saiu Fofoca e BCharts. Esses perfis garantem que as celebridades sejam constantemente mencionadas, criando uma percepção de popularidade contínua e aumentando o impacto das suas postagens nas plataformas digitais.
A dinâmica de preços para garantir visibilidade por meio dessa estratégia pode ser surpreendente. Durante períodos de grande demanda, como o Carnaval, o custo para manter um famoso em evidência pode variar entre R$ 65 mil e R$ 125 mil, dependendo da quantidade de postagens e do número de perfis envolvidos na campanha. Esses pacotes de visibilidade são uma forma de garantir que a celebridade seja constantemente mencionada e que sua imagem permaneça relevante, mesmo que isso não seja refletido no interesse genuíno do público.
Os perfis envolvidos nesse esquema não são aleatórios. Para garantir um impacto máximo, as postagens são amplificadas por perfis populares que já possuem grande número de seguidores. Entre esses perfis estão páginas como Lorena Magazine, Caso Família, Popzone, e João Maycon. Esses canais atuam como amplificadores da imagem dos artistas, gerando uma percepção de grande popularidade e engajamento, independentemente da autenticidade do interesse do público nas postagens.
Diante desse cenário, é importante questionar a origem e a intenção dos conteúdos que consumimos nas redes sociais. A manipulação de engajamento é uma estratégia recorrente, e nem sempre o que viraliza ou ganha destaque é fruto de um interesse genuíno do público. Muitas vezes, o que vemos nos feeds são conteúdos cuidadosamente planejados e financiados, que têm como objetivo influenciar a percepção pública e criar uma falsa imagem de relevância.
Essa prática de compra de engajamento não é um fenômeno novo, mas tem ganhado mais visibilidade com o crescimento das redes sociais e das estratégias de marketing digital. O que se espera agora é uma maior conscientização por parte dos usuários sobre o conteúdo que consomem. Questionar o que aparece em nosso feed, analisar a origem dos posts e a verdadeira motivação por trás deles é essencial para evitar ser manipulado por estratégias de marketing disfarçadas de conteúdo autêntico.
Portanto, ao navegar pelas redes sociais, é crucial adotar uma postura crítica em relação ao conteúdo consumido. Com a crescente manipulação da imagem pública de celebridades por meio da “banca digital”, torna-se ainda mais importante selecionar cuidadosamente as fontes de informação e estar ciente de como a popularidade digital é criada. Ao fazer isso, os usuários podem garantir interações mais autênticas e conscientes nas plataformas digitais.