Ganho de massa muscular e emagrecimento ao mesmo tempo: por que a maioria das pessoas tenta na ordem errada?

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Lucas Peralles

O Método LP, desenvolvido pelo nutricionista esportivo Lucas Peralles em São Paulo, parte de uma observação recorrente no atendimento clínico: a maioria das pessoas que busca recomposição corporal começa o processo na ordem errada. Isso porque elas reduzem calorias, aumentam o treino e esperam que o músculo apareça enquanto a gordura some. O resultado quase sempre decepciona, não porque o objetivo seja impossível, mas porque a estratégia ignora como o organismo realmente funciona quando recebe estímulos simultâneos e contraditórios.

Ganhar músculo e perder gordura ao mesmo tempo é um dos processos mais mal compreendidos da nutrição esportiva. Não porque seja impossível, mas porque exige uma sequência lógica de condições que raramente são discutidas com clareza. Por isso, entender essa sequência é o que separa um processo eficiente de meses de esforço sem resultado visível. 

Leia a seguir e saiba mais!

O erro que começa antes do primeiro treino

Antes de qualquer protocolo alimentar ou de treino, o organismo precisa estar em condições de responder ao estímulo. Isso significa inflamação controlada, hormônios minimamente regulados e um sistema nervoso que não esteja em colapso por excesso de estresse ou privação de sono. Quando essas condições não existem, o corpo não tem capacidade fisiológica de construir músculo com eficiência, independentemente de quanto o paciente treine ou de quanta proteína consuma.

Esse diagnóstico inicial é o ponto de partida do Método LP, assim como aponta Lucas Peralles. Isso porque, antes de definir qualquer meta estética, a equipe mapeia o estado metabólico do paciente, identificando quais ajustes são necessários para que o processo aconteça em um ambiente favorável. Desse modo, esse cuidado na fase inicial poupa semanas de esforço sem retorno e evita a frustração que leva ao abandono precoce.

Lucas Peralles
Lucas Peralles

Por que a proteína resolve menos do que parece quando o contexto está errado?

A proteína virou protagonista absoluta nas conversas sobre composição corporal, e com razão. Afinal, ela é indispensável para a síntese muscular, para o controle do apetite e para a preservação de massa magra durante o emagrecimento. Mas proteína alta em um contexto metabólico desfavorável produz resultados muito inferiores ao esperado. Isso ocorre porque o organismo, sob estresse crônico, com cortisol elevado e sono fragmentado, tem capacidade reduzida de utilizar os aminoácidos para construção muscular. Parte deles é convertida em glicose pelo fígado, um processo chamado gliconeogênese, que representa um desperdício direto do investimento alimentar.

O nutricionista esportivo Lucas Peralles trabalha há anos com a adequação proteica dentro de um contexto mais amplo. Esse é um dos pilares do Método LP, que propõe uma nova abordagem para emagrecimento com saúde ao considerar não apenas a quantidade de proteína, mas o momento, a distribuição ao longo do dia e o estado metabólico em que o corpo se encontra. Essa visão integrada é o que distingue uma prescrição técnica de uma estratégia clínica real. 

A ordem certa muda o resultado

Quando o ambiente metabólico está organizado, o treinamento progressivo e a alimentação calibrada produzem um efeito sinérgico que acelera significativamente a recomposição corporal. O músculo responde ao estímulo, a gordura é utilizada como energia com mais eficiência e o paciente passa a perceber mudanças na composição sem que o peso necessariamente caia de forma dramática na balança.

Esse é o resultado que Lucas Peralles, fundador do Método LP, busca construir em cada processo: não uma perda de peso rápida seguida de reganho, mas uma reorganização real da composição corporal que o organismo consiga sustentar porque foi construída na sequência correta, com cada etapa preparando o terreno para a próxima.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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