E-mail falso sobre encomenda retida vira nova armadilha para quem compra em lojas internacionais

Felix Arvendal
Felix Arvendal
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Golpe simula cobrança de imposto e mira quem espera produto vindo de fora

Quem faz compras em plataformas internacionais e está esperando a chegada de um produto precisa redobrar a atenção nos próximos dias. Um golpe que circula por e-mail tem se espalhado entre consumidores brasileiros, simulando uma notificação dos Correios sobre uma encomenda retida por falta de pagamento de taxa de importação. A fraude alega que a mercadoria está retida por algum órgão de fiscalização e cobra uma taxa de importação inexistente, e o alerta mais recente sobre o esquema partiu do Procon de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Radiocom

Como o golpe se apresenta na caixa de entrada

A mensagem chega com aparência de comunicado oficial, geralmente reproduzindo cores e logotipos de serviços de logística, e pede que o consumidor clique em um link para “liberar” o pacote mediante pagamento. O maior perigo da mensagem está no link enviado, que pode conter vírus capaz de direcionar a vítima a uma página falsa de acompanhamento de encomenda. Ao inserir dados de cartão ou informações pessoais nesse ambiente falso, o consumidor corre o risco de ter tanto o dinheiro quanto seus dados comprometidos. Radiocom

Esse tipo de fraude não é novo, mas segue rendendo vítimas justamente porque explora uma situação comum na rotina de quem compra fora do país: a espera por um produto que já não está mais nas mãos do vendedor nem totalmente sob controle do comprador. Como o rastreamento de encomendas internacionais costuma ser mais lento e menos transparente do que o de entregas nacionais, qualquer aviso sobre pendências soa plausível, mesmo quando não faz sentido.

Sinais que ajudam a identificar a fraude

Alguns cuidados simples reduzem bastante o risco de cair nesse tipo de golpe. Antes de clicar em qualquer link recebido por e-mail, vale conferir o endereço completo do remetente, já que fraudadores costumam usar domínios parecidos com os oficiais, mas com pequenas alterações. Também é recomendável acessar o site do transportador diretamente pelo navegador, sem usar o link da mensagem, e comparar o código de rastreio informado com o que consta no comprovante original da compra.

Taxas de importação legítimas, quando existem, são cobradas por canais oficiais dos Correios ou por serviços de logística reconhecidos, nunca por links avulsos enviados em e-mails genéricos. Se restar qualquer dúvida, o caminho mais seguro é entrar em contato diretamente com a transportadora ou com o site onde a compra foi feita, usando os canais informados no momento da aquisição, não os dados presentes na mensagem suspeita.

Orientação para quem já forneceu dados

Consumidores que já clicaram no link ou informaram dados bancários devem monitorar os extratos da conta e do cartão nos dias seguintes, contatar o banco para avaliar bloqueio preventivo e registrar a ocorrência junto ao Procon da própria cidade. Denunciar o golpe também ajuda outros órgãos de defesa do consumidor a mapear a extensão do problema e alertar novos públicos.

O volume crescente de compras feitas em sites fora do Brasil tende a manter esse tipo de fraude em circulação por um bom tempo. Ficar atento aos sinais de alerta, sem pressa para clicar em links que prometem resolver uma pendência da noite para o dia, continua sendo a defesa mais eficaz contra esse golpe.

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