Fraudes digitais crescem e usam até o nome de órgãos de defesa do consumidor
Uma onda de golpes envolvendo compras pela internet tem preocupado órgãos de defesa do consumidor em diferentes regiões do Brasil neste mês de agosto. Segundo o Procon de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, as compras pela internet fazem parte da rotina de milhares de consumidores, mas o aumento das fraudes virtuais tem exigido atenção redobrada. O órgão relata crescimento nas reclamações relacionadas a golpes durante compras online, especialmente com o uso de sites falsos, anúncios fraudulentos e técnicas que se aproveitam de inteligência artificial para parecer mais convincentes. RCN67
O problema não fica restrito a uma única cidade. Em Ilhéus, na Bahia, o Procon reforçou o alerta sobre golpes em compras pela internet após concluir um procedimento administrativo voltado à prevenção de fraudes no comércio digital. Já no Amazonas, consumidores e empresários receberam um aviso específico sobre mensagens falsas enviadas em nome de um suposto “Procon Brasil”, cobrando multas que nunca existiram. Esse tipo de golpe usa o próprio nome do órgão de proteção ao consumidor como isca, o que aumenta a confusão de quem recebe a mensagem.
Como os golpistas enganam quem compra pela internet
De acordo com o levantamento do Procon de Ilhéus, entre as práticas mais comuns estão mensagens que informam supostas taxas de entrega, pedidos de atualização cadastral ou avisos de liberação de encomendas. Em muitos casos, os criminosos usam informações reais sobre o pedido da vítima para tornar a fraude mais convincente, o que dificulta ainda mais a identificação do golpe por parte de quem está apenas tentando rastrear uma compra legítima.
Já o Procon de São Paulo chama atenção para outro tipo de armadilha: os sites falsos de compras. Nesses casos, criminosos criam páginas com layout muito parecido com o de lojas conhecidas, geralmente oferecendo produtos com preços bem abaixo do praticado no mercado. O endereço eletrônico costuma usar o nome da empresa original, mas com uma pequena variação no final do link, um detalhe que passa despercebido para quem está com pressa para aproveitar uma promoção.
Recomendações práticas para não cair em fraude
Diante desse cenário, os órgãos de defesa do consumidor reforçam algumas orientações simples, mas eficazes. A primeira delas é desconfiar de qualquer cobrança recebida por link enviado via WhatsApp, redes sociais ou mensagens de texto, já que lojas de comércio eletrônico sérias não costumam usar esse canal para pedir pagamento. A segunda é pesquisar a reputação da loja antes de finalizar a compra, verificando se existem reclamações registradas em plataformas especializadas.
Outra recomendação importante é observar com atenção o endereço eletrônico do site antes de inserir qualquer dado pessoal ou financeiro. Pequenas alterações na grafia do nome de uma marca conhecida costumam ser o principal sinal de que aquele não é o site oficial da empresa. O Procon de São Paulo também recomenda consultar, antes de comprar, listas públicas de sites não recomendados, disponíveis no próprio portal do órgão, que reúnem centenas de páginas que já prejudicaram consumidores no passado.
Idosos entre os grupos mais vulneráveis
Um ponto que aparece repetidamente nos relatos dos Procons de diferentes estados é a vulnerabilidade da população idosa diante desse tipo de golpe. Segundo o Procon de Três Lagoas, os idosos figuram entre os grupos mais vulneráveis às fraudes virtuais, principalmente por terem menos familiaridade com aplicativos, redes sociais, e-mails e outras ferramentas digitais. Por isso, ações educativas específicas para esse público têm se multiplicado pelo país, como a palestra promovida pelo Procon Municipal de Campo Grande, voltada exclusivamente para orientar pessoas mais velhas sobre como reconhecer tentativas de fraude. RCN67
Essas iniciativas costumam reunir dezenas de participantes em centros de convivência e buscam levar informação de forma direta, sem depender apenas de campanhas digitais, que muitas vezes não alcançam quem mais precisa da orientação. A ideia é simples: quanto mais cedo uma pessoa aprende a reconhecer os sinais de um golpe, menor a chance de cair em uma fraude que pode comprometer não só dinheiro, mas também dados pessoais sensíveis.
Em caso de suspeita de golpe ou prejuízo financeiro após uma compra online, a orientação é sempre a mesma: buscar o Procon da própria cidade para registrar a ocorrência e receber orientação sobre os próximos passos, além de considerar o registro de boletim de ocorrência quando há indício de crime. Com o comércio eletrônico cada vez mais presente no dia a dia do brasileiro, a atenção redobrada na hora de comprar deixou de ser um cuidado extra e passou a ser, praticamente, uma etapa obrigatória do processo de compra.
Fontes consultadas:
https://www.rcn67.com.br/tres-lagoas/jpnews/procon-alerta-consumidores-sobre-aumento-de-golpes-em-compras-pela-internet-em-tres-lagoas
https://www.correiodascidades.com.br/v1/2026/06/15/procon-ilheus-reforca-alerta-sobre-golpes-em-compras-online/
https://portalunico.com/procon-am-alerta-para-golpe-usando-seu-nome/
https://consorcioabc.sp.gov.br/public/noticia/4676/site-de-compras-falso-procon-sp-alerta-para-golpe-do-site-de-compras-falso-consumidor-deve-desconfiar-de-preco-muito-abaixo-do-mercado/
https://soucg.com.br/capital/palestra-do-procon-orienta-idosos-contra-golpes/
