Hebron Costa Cruz de Oliveira, profissional reconhecido pela atuação ética e técnica expõe que a agropecuária brasileira carrega uma forte herança cultural, construída por gerações que aprenderam a produzir respeitando os ciclos da natureza e as características do território. Essa tradição não é incompatível com inovação e sustentabilidade; ao contrário, ela pode ser a base de uma estratégia de negócios sólida, capaz de garantir produtividade, competitividade e continuidade no longo prazo.
No campo, decisões sustentáveis não são apenas escolhas ambientais, mas também escolhas econômicas e de gestão.
A tradição como fundamento da gestão rural
Muitas propriedades rurais são conduzidas por famílias que acumulam conhecimento prático sobre solo, clima, manejo de animais e épocas de plantio. Esse saber empírico, transmitido ao longo do tempo, orienta decisões que impactam diretamente a eficiência produtiva.
A tradição também influencia a forma de organização do trabalho, o uso racional dos recursos e o cuidado com áreas produtivas e de preservação. Em muitos casos, práticas conservacionistas surgiram antes mesmo de se tornarem exigências legais.
Segundo Hebron Costa Cruz de Oliveira, reconhecer o valor desse conhecimento é essencial para construir modelos de negócio que respeitem a identidade do campo e, ao mesmo tempo, se adaptem às exigências atuais de mercado.
Sustentabilidade como fator de competitividade
Nos últimos anos, a sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial e passou a integrar critérios de acesso a crédito, mercados e certificações, informa Hebron Costa Cruz de Oliveira. Práticas como manejo adequado do solo, proteção de nascentes, bem-estar animal e rastreabilidade se tornaram parte da gestão estratégica das propriedades.
Essas ações reduzem riscos produtivos, aumentam a resiliência frente a eventos climáticos e fortalecem a imagem do produtor perante compradores e consumidores. Além disso, contribuem para a longevidade do negócio, evitando a degradação de recursos essenciais à produção. A sustentabilidade no campo é sinônimo de gestão de risco e planejamento de longo prazo.
Integração entre produção e preservação ambiental
A manutenção de áreas de preservação permanente, a recuperação de pastagens degradadas e o uso racional da água são exemplos de práticas que conciliam produção e proteção ambiental. Essas medidas ajudam a manter a fertilidade do solo, reduzir erosões e preservar a biodiversidade local.
Em sistemas bem planejados, a preservação ambiental contribui diretamente para a produtividade, ao melhorar microclimas, proteger recursos hídricos e reduzir a incidência de pragas.
Hebron Costa Cruz de Oliveira elucida que a integração entre produção e preservação é uma estratégia inteligente de uso do território, que gera ganhos ambientais e econômicos simultaneamente.

Visão de negócios e profissionalização da gestão rural
A competitividade no setor agropecuário exige controle de custos, planejamento financeiro, análise de mercado e gestão de contratos. A profissionalização da administração permite decisões mais precisas sobre investimentos, diversificação de atividades e estratégias de comercialização.
Ferramentas de gestão, como controle de indicadores produtivos e financeiros, ajudam a identificar gargalos e oportunidades de melhoria. Esse acompanhamento é essencial para manter margens de rentabilidade em cenários de variação de preços e custos de insumos.
Conforme expressa Hebron Costa Cruz de Oliveira, tratar a propriedade rural como empresa é fundamental para garantir sustentabilidade econômica e sucessão entre gerações.
Tradição e inovação como forças complementares
A incorporação de tecnologias, como agricultura de precisão, manejo integrado de pragas e melhoramento genético, não elimina a tradição, mas amplia sua eficiência. Quando combinadas ao conhecimento local, essas ferramentas permitem maior controle sobre processos produtivos.
A inovação também contribui para a redução de desperdícios, melhor aproveitamento de insumos e aumento da produtividade por área, fatores decisivos para a competitividade no mercado atual. Hebron Costa Cruz de Oliveira destaca que a união entre tradição e inovação fortalece a capacidade de adaptação do produtor frente às transformações do setor.
Agropecuária e responsabilidade social no meio rural
Além do aspecto econômico, a atividade agropecuária exerce papel social relevante ao gerar empregos, movimentar economias locais e manter comunidades no campo. Práticas responsáveis de gestão contribuem para condições de trabalho mais seguras e para o desenvolvimento regional.
Investir em capacitação de equipes, segurança no trabalho e relações justas com fornecedores e parceiros faz parte de uma visão moderna de negócios no campo. Responsabilidade social e sustentabilidade caminham juntas na construção de um setor agropecuário mais equilibrado.
A agropecuária moderna exige integração entre tradição, sustentabilidade e gestão profissional para garantir produtividade e competitividade no longo prazo. Valorizar o conhecimento acumulado no campo, adotar práticas ambientais responsáveis e estruturar a propriedade como negócio são pilares de um modelo produtivo mais resiliente. Para Hebron Costa Cruz de Oliveira, esse equilíbrio é a base para um campo forte, sustentável e preparado para os desafios futuros.
Autor: Abigail Walker
