A maioria deles aguarda uma decisão da Justiça para sair da prisão. É o caso do ex-diretor da Petrobras Renato Duque, condenado a mais de 124 anos de prisão. O juiz pediu que o Ministério Público Federal (MPF) se manifeste sobre a soltura.

Nem todos os condenados em segunda instância vão poder deixar a cadeia. É o caso do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e do ex-deputado federal Eduardo Cunha. Além das condenações, eles também estão presos preventivamente por causa de outros processos.

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a decisão da Suprema Corte pode beneficiar 4.895 presos condenados em segunda instância. Na sexta-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro José Dirceu deixaram a cadeia.

Na madrugada deste sábado (9), o ex-executivo da Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes, saiu do Presídio da Papuda, em Brasília, onde cumpria pena de 27 anos de prisão. O alvará dele foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Dirceu saiu do Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, depois de passar a tarde esperando uma decisão da Justiça. O alvará de soltura foi expedido pela juíza Ana Carolina Ramos, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba.

O ex-ministro estava preso desde maio, condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro a mais de 31 anos de prisão. Depois de sair da cadeia, ele se encontrou com Lula em um apartamento em Curitiba.

No chamado “Mensalão Tucano”, o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo também foi beneficiado com o novo entendimento do STF. Na noite de sexta, ele deixou o Batalhão do Corpo de Bombeiros, onde estava preso, em Belo Horizonte.

Azeredo foi condenado a 21 anos e um mês em regime fechado por peculato e lavagem de dinheiro. Ele se desfiliou do PSDB em maio deste ano.

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